COLEÇÕES

Movimentos Estudantis

Identificação:

Denominação: MOVIMENTOS ESTUDANTIS
Sigla: (MOV EST)
Natureza do Conjunto: Coleção
Data Limite Inicial: 1968
Data Limite Final: 1993
Quantidade: 12 pastas

Contextualização:

História Administ./Biografia: O Movimento Estudantil no Brasil, até 1967, estava estruturado nacionalmente, tendo como sua primeira entidade com representação nacional a Casa do Estudante do Brasil (CEB), criada em 1929.
A CEB, nascida por iniciativa de Ana Amélia Queiroz Carneiro de Mendonça, visava a assistência social ao estudante, promovendo o espírito de cooperação e solidariedade em torno de seus problemas. Tinha apoio do Governo e cumpria seus objetivos, determinados em estatutos, mantendo intercâmbio entre as entidades estudantis do País e entre estas e as entidades estrangeiras.
Atendendo também a uma exigência estatuária a CEB elegeu uma diretoria para o seu Conselho Nacional de Estudantes, com o qual pretendia fazer-se representar internacionalmente como a União Nacional dos Estudantes (UNE).
A UNE seria, assim, um órgão da CEB e a presidência da UNE seria exercida pela Presidente da CEB.
Em 1937, a UNE estabeleceu sua autonomia, transformando-se em um órgão político-social.
Quando, em 1942, o Brasil entrou na Segunda Guerra Mundial, se definindo pelos Aliados, no terreno estudantil, continuava a fase de organização dos Centros Acadêmicos, com reivindicações de participação discente nos colegiados universitários. Criou-se, então, o Diretório Central dos Estudantes da Universidade do Brasil, reconhecido como órgão de representação estudantil nos Conselhos Universitários. Nesse período, houve também a criação da União Metropolitana dos Estudantes e as Uniões Estaduais dos Estudantes (UEEs).
Entre 1960 e 1964, a UNE teve papel significativo nas lutas por reformas de base no País, articulando o movimento estundantil espalhado por todo o Brasil. Com o golpe militar, seu Presidente e toda a Equipe de Direção foi perseguida, muitos tendo que se exilar.
Apesar disso, até 67, o movimento prosseguiu estruturado nacionalmente. Além de UNE, UEE's, DCE's e CA's organizados, havia ainda as Executivas Nacionais, que reuniam os estudantes por áreas profissionais, tendo na base os Centros de Estudos, ou "Centrinhos", onde se tratava da regulamentação das profissões, da organização de reuniões nacionais.
Entre suas bandeiras de luta estavam a oposição à ditadura, ao imperialismo, a defesa da libertação latino-americana e a denúncia do acordo MEC-USAID. A nível universitário, a briga era contra a Lei Suplicy que procurava atrelar os Centros Académicos (CAs), transformando-os em Diretórios Acadêmicos (DAs). A lei Suplicy foi derrubada, na prática, em 1966-67, com uma bem sucedida campanha de abstenção.
Hoje os movimentos estudantis permanecem em luta, utilizando da possibilidade de participação política outrora impedida e reconquistada. Exemplos são as passeatas a favor do "impeachment" do Presidente Fernando Collor de Mello, em 1992.
A Coleção foi formada pela CEDIC em torno desses Movimentos, a partir das doações recebidas.
Hist. Arquivística/ Procedência: os documentos foram adquiridos através de doações. Entre os doadores: Air Ferreira do Nascimento e Adriana Rocha, alunos do Curso de História da Faculdade de Ciências Sociais da PUC/SP, em 1994.

Conteúdo e Estrutura:

Âmbito e Conteúdo: a Coleção compõe-se de programas de trabalho de chapas para os centros acadêmicos, fichas de inscrição para festivais universitários, textos-síntese de reuniões dos representantes de alunos da PUC/SP, regimentos eleitorais, boletins informativos dos centros acadêmicos da PUC/SP, trabalhos de análise dos movimentos estudantis realizado por alunos da Graduação em História da PUC/SP, texto sobre as diretrizes educacionais, atas de reuniões da USP/PUC, trabalhos de coleta documental sobre a Universidade Católica realizado pelo Conselho Comunitário da PUC/SP em 1980, boletins do Comitê Estudantil do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), panfletos de propaganda política do MDB, carta de princípios e programa de atividades do Comitê Brasileiro pela Anistia/SP, relatórios das Comissões de Encargos Educacionais do Ministério da Educação e Cultura (MEC) sobre anuidade escolar, catálogo de filmes, quadro de teses defendidas na PUC/SP, quadro de bolsas de pesquisa oferecidas pelo Conselho de Ensino e Pesquisa (CEPE) da PUC/SP, orçamento proposto pela Fundação São Paulo para a PUC/SP, manifestos de DCEs de várias universidades, publicações não-periódicas sobre atuação política do estudante, cartas-abertas à população, moções de apoio à estudantes, plataforma de DCEs de diversas universidades, matérias jornalísticas sobre movimentos estudantis, dossiê DCE-PUC/SP: calendário de eventos, balancete, recibos e notas fiscai, telegramas recebidos pelo DCE, panfletos para eleições do Centro de Representação e Pesquisa dos Pós-Graduandos da PUC/SP, regimentos internos da PUC/SP, certificados de participação em debates promovidos pelo DCE, textos de resoluções do DCE, convocações para reunião, cartas-abertas aos estudantes, cartas recebidas dos e enviadas aos Setores da PUC/SP, folhetos do Grupo Negro da PUC/SP, textos de análise sobre eleição da UNE/UEE, informes UNE, estatutos da UNE e UEE, cartas recebidas dos e enviadas aos DCEs de outras universidades, tabelas de taxas semestrais da PUC/SP, comunicados da PUC/SP ao DCE, circular com resoluções da PUC/SP, textos de análise sócio-política, relatórios de inter-equipes de professores da PUC/SP, boletins do DCE, panfletos dos diversos diretórios acadêmicos da PUC/SP, movimentos contra carestia e comitê dos metalúrgicos do ABC, dossiê Convergência Socialista (CS): folhetos sobre a CS, adesivos, panfletos aos estudantes, boletins internos, folhetos relatando as atividades da CS, manifestos, propostas para o Congresso das UBEs e carta-aberta aos estudantes.
Sistema de Arranjo: não organizada

Condições de Acesso Uso:

Condições de Acesso:
Instrumentos de Pesquisa: . Inventário Topográfico da CEDIC. São Paulo, 1992. (datilografado)

Notas:


Notas: