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PAISAGENS CRÍTICAS
Robert Smithson: arte, ciência e indústria
Nelson Brissac Peixoto
Este livro segue por três vetores, paralelos e entrelaçados: a obra de Robert Smithson em sua relação com a geofísica e a indústria da mineração; o desenvolvimento, a partir dos anos 1960, das investigações científicas dos sistemas dinâmicos e dos processos de auto-organização da matéria; e a geofilosofia de Deleuze, que articula uma reconstituição desses processos morfogênicos a uma interpretação da ciência, do trabalho industrial e da criação artística.
Analisar a obra de Smithson através da filosofia e da teoria da complexidade permite perceber não apenas as questões e abordagens antecipatórias do artista. Os conceitos teóricos e científicos recentemente desenvolvidos nos fazem, sobretudo, compreender a radicalidade inovadora de seus projetos. A audaciosa tentativa de construir, pela arte, uma paisagem crítica.
3º colocado na categoria Artes Prêmio Jabuti 2011

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A RELÍQUIA
Uma nova leitura
Beatriz Berrini
A proposta de Beatriz Berrini focaliza novos ângulos de análise de A Relíquia, além de trazer uma enriquecedora contextualização da obra. Especialmente interessante é a inovadora consideração de incluir elementos a respeito do que representou para os europeus, no século XIX, o Oriente Próximo.

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COMUNICAÇÃO, NARRATIVAS E CULTURAS URBANAS
Silvia Helena Simões Borelli
Ricardo Ferreira Freitas
Percorrer títulos, nomes e temas desta coletânea permite-nos divisar belos passeios pela complexidade das culturas urbanas em ruas e avenidas que abriram Silvia Borelli e Ricardo Ferreira Freitas na organização e desenvolvimento das atividades acadêmicas do Núcleo de Pesquisa Comunicação e Culturas Urbanas, da Intercom. Formado em 2005, época em que tivemos o privilégio de estar na diretoria executiva da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação – Intercom –, respectivamente, como presidente e diretor científico, este Núcleo se tornou um dos mais produtivos e dinâmicos, expressando a interdisciplinaridade da Comunicação, assim como da própria entidade que congrega seus pesquisadores. A coletânea, que em boa hora se apresenta ao leitor e à comunidade científica, vem ainda enriquecida com textos dos consagrados cientistas sociais Edgar Morin e Edgard de Assis Carvalho, o que contribui para tornar mais ainda instigante a leitura do volume. Os trabalhos selecionados por Borelli e Freitas dão a dimensão de seriedade, diversidade e complexidade dos estudos apresentados no Núcleo. O leitor, especializado ou não, sairá enriquecido após esse passeio, compreendendo melhor as perdas e ganhos, as transformações e novas perspectivas das culturas urbanas e das práticas comunicacionais contemporâneas.

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HORIZONTES DO PERDÃO
Reflexões a partir de Paul Ricoeur e Jacques Derrida
Luci Buff
Não é à toa que Luci Buff intitulou seu trabalho Horizontes do Perdão. Se horizonte pode querer dizer a probabilidade de desenvolvimento e melhoria, pode também significar um limite ou, ao contrário, uma extensão indefinida. O perdão sempre pode ser utilizado para uma melhora de determinada situação, como limite para interromper algo insustentável, mas o perdão tem também uma extensão indefinida que os olhos não alcançam. Escolher o tema do perdão é assumir o dilema do imperdoável. O perdão sempre será um grande desafio, que neste livro foi assumido, sem dúvida, com seriedade e muito talento.

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A CONCEPÇÃO DE GUILHERME DE OCKHAM SOBRE AS CIÊNCIAS INTERMEDIÁRIAS
História da ciência
Marcelio José Ribeiro
A expressão “ciências intermediárias” foi cunhada por Tomás de Aquino para designar certas disciplinas que se caracterizam, segundo o próprio Tomás de Aquino, pela aplicação dos princípios matemáticos às coisas naturais ou materiais. Entre essas disciplinas, Tomás enumera a astronomia, a ótica, a harmônica e a mecânica. Tais disciplinas têm, na realidade, uma longa história, desde pelo menos Aristóteles até Isaac Barrow, no século XVIII, ou mesmo Newton. Os medievais as discutiram em boa parte ao comentar os textos em que Aristóteles as menciona: Física, II, 2 e Segundos Analíticos, I, 7, 9 e 13.
(...)
O livro de Marcelio José Ribeiro é, pois, uma monografia sobre um tema relevante para a história do conhecimento científico no Ocidente, tratando de um tópico ainda não totalmente esclarecido na bibliografia a ele referente e sobre o qual muito pouco ou quase nada existe em português. Sua publicação contribui, assim, para aumentar positivamente a bibliografia disponível em nosso idioma. Assinale-se também que os Anexos 2 e 3 contêm tradução de textos de Ockham até o momento não vertidos para o português.

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CRÍTICA GENÉTICA
Fundamentos dos estudos genéticos sobre o processo de criação artística
Cecilia Almeida Salles
A crítica genética, ou a genética textual, como preferem alguns, é uma ciência de vinte anos. A apresentação dos primeiros passos dessa ciência, seu desenvolvimento e aplicação são os objetivos desta obra. A autora, uma das principais estudiosas brasileiras sobre o tema, parte das teorias semióticas formuladas por Charles S. Peirce para mostrar de que maneira se dá a evolução do processo de criação artística, com base no estudo dos manuscritos literários.

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DO CANTO E DO SILÊNCIO DAS SEREIAS
Um ensaio à luz da teoria da narração de Walter Benjamin
Luís Inácio Oliveira
O livro que o leitor tem em suas mãos encontrará certamente uma boa acolhida entre aqueles que se interessam pelo pensamento de Benjamin e pelas fecundas relações entre filosofia e literatura tão caras a este pensador-narrador. Mas também será largamente apreciado por aqueles que, simplesmente, gostariam de ouvir as vozes e os silêncios inaudíveis no presente, em meio ao estrépito que os rodeia. Que a frase extraída do Zaratustra nos sirva aqui, embora deslocada, de convite epigráfico: “O mundo não gira em torno dos inventores de novos ruídos: gira em torno dos inventores de novos valores: gira inaudivelmente”.