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LINGUÍSTICA APLICADA
Da aplicação da linguística à linguística transdisciplinar
Mara Sofia Zanotto de Paschoal
Maria Antonieta Alba Celani
A coincidência de dois fatos relevantes deu origem a esta publicação. O primeiro foi a intensificação, nos últimos anos, de fóruns de debate sobre a identidade e consolidação da linguística aplicada, cuja história, no Brasil, é recente. O segundo foi a comemoração dos vinte anos do primeiro Programa de Pós-Graduação na área – o Programa de Linguística Aplicada ao Ensino de Línguas (Lael) da PUC-SP – que teve papel marcante no processo histórico de construção da identidade da área no Brasil.
Delineou-se, assim, esta publicação que tem por objetivo uma reflexão crítica sobre a linguística aplicada tanto de uma perspectiva histórica quanto de uma perspectiva sincrônica.

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MARQUÊS DE SADE
Um libertino no salão dos filósofos
Eliane Robert Moraes
Este ensaio tem como objetivo contextualizar o pensamento de Sade, tanto do prisma histórico como do literário e filosófico. Assim, a autora nos convida a excursionar pela insólita história da libertinagem setecentista, levando-nos a conhecer os salões filosóficos onde os mais radicais livres-pensadores se reuniam para criticar a moral e a religião. E, como exemplificação, o volume traz a novela Eugénie de Franval, de Sade.


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POESIA SONORA
Poéticas experimentais da voz no século XX
Philadelpho Menezes
A poesia sonora está entre a literatura e a música; entre a fala e o canto. Mas não se confunde com nenhum deles. Vem sendo desenvolvida na Europa e nos Estados Unidos como a poética da voz, desde as primeiras décadas deste século. Esta obra apresenta uma rica seleção de textos críticos e manifestos – desde a formação dessa espécie de poética até suas formas contemporâneas – elaborados pelos próprios protagonistas. O livro traz ainda um ensaio de Paul Zumthor, um dos maiores estudiosos da oralidade.

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REFLEXÕES SOBRE MEUS CONTEMPORÂNEOS
Charles Pierre Baudelaire
Estranhas heresias introduziram-se na crítica literária. Não sei que pesada nuvem, vinda de Genebra, de Boston ou do inferno, interceptou os belos raios do sol da estática. A famosa doutrina da indissolubilidade do Belo, do Verdadeiro e do Bem é uma invenção do filosofismo moderno (estranho contágio, que faz com que, definindo a loucura, se fale o jargão dela!). Os diferentes objetos da investigação espiritual exigem faculdades que lhe sejam eternamente apropriadas; algumas vezes, tal objeto só exige uma delas, outras vezes, todas juntas, o que só acontece muito raramente e, também, nunca em uma dose ou em um grau igual. Além disso, é preciso observar que quanto mais um objeto exige faculdades, menos nobre e puro ele é, quanto mais complexo, mais bastardia contém. O Verdadeiro serve de base e de objetivo às ciências; ele invoca, sobretudo, o intelecto puro. A pureza de estilo será bem-vinda aqui, mas a beleza de estilo pode ser considerada como um elemento de luxo. O Bem é a base e o objetivo das investigações morais. O Belo é a única ambição, o objetivo exclusivo do Gosto.