Catálogo


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COMO SAIR DAS BOLHAS

Pollyana Ferrari

Em Como sair das bolhas, Pollyana Ferrari mostra, dentro do contexto do jornalismo e das redes sociais falsas, que a fake news é facilitada pelo vício de as pessoas criarem personagens que às vezes nem são, pelo vício em celular e redes sociais, pela falta de tempo que dão a elas mesmas para desconectar e parar para pensar, questionar. Por isso a facilidade para a apertar o botão e compartilhar algo que nem têm certeza. Mais do que isso, a autora mostra como hoje o conceito de “viver na bolha” evoluiu para algo pior: as pessoas (de modo geral) só convivem, mesmo virtualmente, com quem pensa parecido, com quem tem a mesma opinião política e gosta dos mesmos ídolos, da mesma música, o que facilita que, ao receber algo absurdo sobre políticos, sobre um artista ou sobre um time de futebol, já compartilhe, como se fosse verdade.


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CONSTELAÇÕES URBANAS

Territorialidades, fluxos e manifestações estético-políticas

Ana Claudia de Oliveira
Maria Aparecida Junqueira
Mariangela Belfiore Wanderley

Os estudos urbanos tem sido uma marca constante e significativa dos Programas de Estudos Pós-Graduados da PUC-SP com destaque para os Programas de Ciências Sociais, Comunicação e Semiótica, História, Literatura e Crítica Literária e Serviço Social aos quais estão vinculados os seguintes grupos de pesquisa integrantes do Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq: Observatório das Metrópoles-SP, Núcleo de Estudos e Pesquisas Urbanas (Nepur), Grupo de Pesquisa Imagens, Metrópoles e Culturas Juvenis, todos da Pós de Ciências Sociais; Grupo de Pesquisa Portugal e Brasil no mundo contemporâneo: Identidade e memória, vinculado à Pós de História; Grupo de Pesquisa Afetividade e dialética da exclusão/inclusão (Nexin) da Pós de Psicologia Social; Centro de Pesquisa Sociossemiótica (CPS) e Centro Interdisciplinar de Pesquisa em Comunicação e Cibernética (Cencib), ambos da Pós de Comunicação e Semiótica; Grupo de Pesquisa Estudos de Poética: Interconexões diacrônico-sincrônicas na poesia brasileira e portuguesa da Pós de Literatura e Crítica Literária; e o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Movimentos Sociais (Nemos) e Núcleo de Estudos e Pesquisa Cidades e Territórios da Pós de Serviço Social. Com o apoio do PIPEq – Plano de Incentivo à Pesquisa da PUC-SP –, este livro oferece à sociedade um tratamento reflexivo complexo dos territórios, fluxos e manifestações estético-políticas. Todos os passos da pesquisa e seus resultados estão disponíveis na plataforma digital: http://fluxossp.pucsp.br


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LÍNGUA PORTUGUESA

História, memória e intersecções lusófonas

Neusa Barbosa Bastos

Língua Portuguesa: história, memória e intersecções lusófonas é uma coletânea de textos referentes às questões de língua portuguesa e de literatura a serem trabalhados no ensino, sob diversas perspectivas e múltiplos olhares de acadêmicos preocupados com o desenvolvimento da língua portuguesa, bem como com sua promoção e sua difusão. Trata-se de fazer conhecer as pesquisas relacionadas às questões de história, memória e intersecções lusófonas, num conjunto de reflexões sobre como se deu a implantação, a manutenção e a multiplicação de saberes no espaço lusófono.


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MARJORIE, POR FAVOR

A história de uma ex-interna da Febem, a libertação pelo teatro e a descoberta da intersexualidade

Luiza Pezzotti

O livro Marjorie, por favor conta com excepcional qualidade a vida de Marjorie, desde os tempos em que era Asdrúbal, que relatou à autora, em detalhes, os mais delicados episódios que sofreu na Febem, nas suas diversas fases, da infância à adolescência. Considero que Marjorie tem um extraordinário mérito: professora de jovens, tanto em Guaianases, Cidade Tiradentes, como em Caconde, interior de São Paulo, percorreu os mais diversos lugares em prol da melhoria de vida das pessoas. Com a leitura desse livro, será possível conhecer as dificuldades tão grandes pelas quais Marjorie passou ao longo de sua vida, até efetivamente realizar sua transição e passar a ser respeitada e querida por sua família, por sua ex-companheira, hoje amiga que lhe dá força, e também pela filha e pelo filho, cujo carinho soube conquistar.


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MAX WEBER E MICHEL FOUCAULT

paralelas e intersecções

Fabiana A. A. Jardim
Ana Lúcia Teixeira
Osvaldo Javier López-Ruiz
Maria Helena Oliva-Augusto

A atualidade de Max Weber e Michel Foucault reside no fato de que, de diferentes maneiras, continuamos imersos na mesma temporalidade moderna que ambos interrogaram sem descanso, e os autores reunidos neste livro se sentem ligados a certos gestos metodológicos e à atitude crítica assumidos por ambos. Tendo em vista as complexidades do momento histórico, parecem-nos oportunos os trabalhos aqui reunidos, como modesta contribuição ao esforço mais coletivo de nos liberarmos dessas experiências nas quais nos constituímos como sujeitos e inventarmos novas formas de governo e novos modos de conduzirmos a nós e a nossas vidas, pelo agonismo da história afora.


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MÍDIAS SOCIAIS NO BRASIL EMERGENTE

Juliano Spyer

Mesmo tendo menor escolaridade e menos dinheiro, os brasileiros das classes populares ajudaram a pagar por sua inclusão digital. Quando os brasileiros de baixa renda começaram a acessar redes sociais, pessoas de alto poder aquisitivo ridicularizaram o conhecimento tecnológico limitado, o gosto diferente e a baixa escolaridade desses usuários mais pobres, mas isso não os intimidou, e eles continuaram a expandir sua presença nos serviços on-line. Jovens criaram perfis para parentes mais velhos, quase analfabetos, e os ensinaram a navegar em plataformas como Facebook e WhatsApp.
Juliano Spyer procura entender por que brasileiros de baixa renda investiram tanto tempo e dinheiro para incorporar o uso das mídias sociais a seu cotidiano. Explora essa questão por uma variedade de temas, incluindo educação, relacionamentos, trabalho e política e argumenta que o uso das mídias sociais reflete valores e motivações contraditórias. Brasileiros de baixa renda abraçam as mídias sociais para exibir sua crescente escolaridade e mobilidade social, mas a mesma tecnologia também fortalece redes de apoio mútuo tradicionais que rejeitam atitudes individualistas.


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PALAVRAS QUE DANÇAM À BEIRA DE UM ABISMO

Mulher na dramaturgia de Hilda Hilst

Marina Costin Fuser

Palavras que dançam à beira do abismo – Mulher na dramaturgia de Hilda Hilst lança luz sobre um teatro escrito à sombra da ditadura brasileira. A dramaturgia de Hilda Hilst é um grito de protesto diante das arbitrariedades perpetradas pelos algozes do regime. Em meio aos escombros da barbárie humana, resplandece a donzela guerreira. No livro, são mapeadas as trajetórias de mulheres que buscaram caminhos de transcendência. Seu lirismo remete a possibilidades, movimentos e viradas de jogo. A mulher em Hilst não se encerra em definições fechadas; ela se desdobra tal como um leque, feito de múltiplas camadas. Hilst vislumbra o transitório, no calor dos processos metamórficos que atravessam suas personagens. Sua dramaturgia é feita de alegorias, que se entrelaçam em uma tessitura delicada, na qual poesia e teatro se encontram.