Catálogo


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OZUALDO CANDEIAS NA BOCA DO LIXO

A estética da precariedade no cinema paulista

Angela Aparecida Teles

Ozualdo Candeias problematizou temas cruciais para o país de forma inovadora, criando efeitos estéticos que desconstruíam as linguagens cinematográficas com as quais o espectador brasileiro estava habituado, provocando sua reflexão.
Neste livro, ao considerar o fazer cinematográfico como “construção de novas sensibilidades e gostos por meio da produção e circulação de imagens”, Angela Teles enfrenta o desafio de propor novas perguntas à obra de Candeias, produzida na Boca do Lixo, relacionando-a ao crescimento da metrópole e seus processos sociais e políticos, tendo o cuidado de as articular a outras abordagens estéticas ali realizadas. Ao cunhar a expressão “estética da precariedade”, condensa aspectos primordiais do processo criativo de Candeias que lhe conferem singularidade. Precariedade entendida como tema e como escassez de recursos financeiros, como dificuldade de produção, distribuição e exibição, nunca como incompletude.


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POLÍTICAS DA VOZ NO CINEMA EM MEMÓRIAS DO SUBDESENVOLVIMENTO

Elen Döppenschmitt

Melhor escolha não poderia ser feita. Neste livro, é trazido à cena o escritor Edmundo Desnoes, em suas Memórias do subdesenvolvimento, que tem como foco o êxodo pós-revolucionário em Cuba. A pesquisa de Elen Döppenschmitt entusiasma pelo fato de ter conseguido algo muito raro. Traduzir o autor, desenvolver uma correspondência elucidativa e ainda elaborar observações sobre a passagem desse romance ao cinema. Analisa processos, questiona possibilidades e, sobretudo, torna-se uma conhecedora do cinema cubano, tendo em foco um cineasta como Tomás Gutiérrez Alea. Transtemático, nunca eclético, apesar do cruzamento de métodos e achados, creio que a autora inicia um novo caminho comparatista, e consegue estabelecer profundas relações entre obras, autores, levando-nos a visitar os nexos mais firmes entre projetos poéticos e políticos.


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A ESCUTA, A ESPERA E O SILÊNCIO

A “indigência da Modernidade” em Heidegger e Rilke

Mathias de Abreu Lima Filho

Em A Escuta, a Espera e o Silêncio – A “indigência da Modernidade” em Heidegger e Rilke, o pensador e o poeta, diversos nos paradoxos de suas vidas, de seus temas e de suas linguagens, encontram-se. Este livro, nascido de uma delicada meditação sobre Rilke e um cuidadoso estudo sobre Heidegger, é um lugar de encontro. Porém, menos (ou mais?) que um lugar, melhor seria dizer que ele rastreia pistas para o encontro e indica passos para segui-las. Isso está sinalizado em pelo menos dois traços de estilo. Primeiro, o uso frequente de certas expressões e imagens que marcam o escrito como indícios de suas pretensões: itinerário, percurso, estrada, caminho, vestígios, pegadas, trilhas, ponte...; segundo, a escolha de citações que simplesmente colocam em paralelo passagens de Heidegger e de Rilke, sem adicionar explicações nem demonstrações, apenas sugerindo ao leitor que, na dessemelhança entre “a língua literária e a língua filosófica”, desvende as semelhanças de sentido.


Livro indisponível 

BRASIL PERIFERIA(S)

A comunicação insurgente do hip-hop

Andréia Moassab

O hip hop é uma máquina de guerra, no sentido de Deleuze, ou seja, campo em que milhares de singularidades constroem resistências (batalha simbólica) aos programas dominantes enunciados pelas máquinas comunicacionais dos dispositivos mediáticos. Em Brasil Periferia(s): a comunicação insurgente do hip-hop, as periferias do hip-hop não são as mesmas ditas no singular dos textos midiáticos hegemônicos. Para Andréia Moassab o que importa é marcar que tais movimentos não se pautam somente pela busca do dinheiro, do lucro, nem pelo princípio do desempenho que guia as ações das classes média e alta, dentro da busca de sucesso no capitalismo global guiado pela superprodução semiótica. Nesse sentido, o hip-hop é forma de vida, de conhecimentos, de resistências, forma criativa de novos mundos, pois não basta resistir e se contrapor ao mundo econômico hegemônico, sendo necessário criar mundos alternativos para se viver e inaugurar novas posições de sujeitos.
inalista no concurso ao Prêmio Jabuti 2013


Impresso

CIÊNCIAS SOCIAIS NA ATUALIDADE

Temáticas contemporâneas

Eliane Hojaij Gouveia
Ronaldo Baltar
Teresinha Bernardo

O livro Ciências Sociais na atualidade: temáticas contemporâneas mostra o fortalecimento de uma proposta de estudos que procura articular uma revisão conceitual às questões concretas atuais que instigam os estudos em ciências sociais. Diferentes visões, diferentes grupos de pesquisa, em duas instituições – PUC-SP e UEL –, compuseram, por meio da colaboração institucional, um conjunto de reflexões que se articulam, dialogam sobre direitos, desigualdade, crise, desemprego, cidades, tecnologia, corpo, identidades, gênero, religiosidade e raça. O objetivo alcançado, que se apresenta neste livro, foi procurar contribuir para inovar e aprofundar o debate sobre aqueles temas que se mostram relevantes para o entendimento de questões que desafiam as ciências sociais no presente.


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EDUCAÇÃO EM ENGENHARIA

Novas abordagens

Luiz Carlos de Campos
Ely Antonio Tadeu Dirani
Ana Lúcia Manrique

No relato de abordagens denominadas diferenciadas para ensino de engenharia, os autores desta coletânea discorrem sobre projetos interdisciplinares, adoção da metodologia aprendizagem baseada em problemas ou baseada em projetos, novos designs, inovação pedagógica e mudança. Expressam a tendência de buscar novas formas de ensinar e aprender por meio de metodologias ativas provenientes da aproximação entre teoria e prática presentes em redesenhos curriculares diferenciados.


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EDUCAÇÃO ESPECIAL BRASILEIRA

Questões conceituais e de atualidade

José Geraldo Silveira Bueno

O livro Educação especial brasileira: questões conceituais e de atualidade é integrado pela reedição parcial do livro Educação especial brasileira, de 1993, e por um conjunto de produções selecionadas dentre os vários e relevantes trabalhos publicados por José Geraldo Silveira Bueno nas duas últimas décadas.
O balanço dessas duas últimas décadas mostra que, a despeito da edição de diversos instrumentos legais/políticos em nome de um novo momento, e a despeito do aumento significativo de matrículas de alunos “com necessidades especiais” na escola comum, pública, ainda são enormes os desafios. A formação do educador, de modo geral, e em particular do especialista, não tem conseguido responder à perspectiva de um trabalho articulado e efetivo de inclusão escolar.
Nesse contexto, a produção acadêmica crítica, consolidada em grupos e trajetórias de investigação, cumpre papel singular; e aí o livro do professor José Geraldo segue como uma referência nacional para a compreensão e análise das políticas educacionais brasileiras.