Catálogo


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O CRIADOR DE MITOS

Imaginário e educação em Fernando Pessoa

Rogério de Almeida

Que a leitura das pessoas aqui trazidas pela criação imortal de um Fernando ressoe em cada pessoa leitora e em todas as pessoas do leitor, pelas mãos carinhosas de um pensar navegante, à deriva trágica e sedutora do abrir-se ao imprevisto da existência, na almeida das embarcações.


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O TELESCÓPIO NA MAGIA NATURAL DE GIAMBATTISTA DELLA PORTA

Fumikazu Saito

Através de um zigue-zague que nos prende e nos encanta, somos levados, neste livro, a um território pouco explorado, onde a magia natural e a nova ciência conviveram, entre o Quinhentos e o Seiscentos, por vezes muito próximas e outras tantas em conflito.
Como se fosse uma montagem de quebra-cabeça, a pesquisa sofisticadíssima de Fumikazu Saito sobre documentos originais da época devolve sentido a essa história quase sempre fragmentária. Alguns deles são documentos bem conhecidos, mas em que faz incidirem análises específicas. Outros, também analisados cuidadosamente por Saito, são documentos quase desconhecidos ou pouco estudados que preenchem os muitos vazios históricos, não só entre esses dois momentos cruciais, mas também no entorno deles.
Desnecessário dizer que estamos diante de um trabalho onde deságuam anos de pesquisa junto a centros nacionais e internacionais reconhecidos. As pesquisas de Saito, esmeradas, de fôlego e, acima de tudo, inteligentes, respondem com primor e acuidade a muitas perguntas até agora apenas implícitas na mente de leitores insatisfeitos ou de estudiosos exigentes.
Finalista no concurso ao Prêmio Jabuti 2012


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PENSAMENTO E TEORIA NAS CIÊNCIAS SOCIAIS

Referências clássicas e contemporâneas

Lucia Maria Machado Bógus
Simone Wolff
Vera Lúcia Michalany Chaia

No início dos anos 1990, o debate acerca da crise dos paradigmas nas ciências sociais é trazido de forma mais sistemática ao Brasil pelas mãos de Octavio Ianni, em notório artigo publicado na Revista Brasileira de Ciências Sociais. Embora a referida crise tenha sido aberta em face do contexto do pós-Segunda Guerra Mundial – que gerou uma cultura massificada e belicista, a qual se refletiu na imposição de uma ciência e tecnologia de hegemonia ocidental e colonizadora sobre outros tipos de conhecimento –, foi no bojo dos questionamentos da contracultura que as críticas paradigmáticas se tornaram mais contundentes no campo das ciências humanas. Vinte anos depois da abertura desse debate no Brasil, e com a “nova ordem” não só plenamente consolidada, mas já questionada em virtude de tantas outras crises (especialmente as econômicas), a leitura dos artigos deste livro proporciona um balanço atualizado das contribuições da produção intelectual gerada nesse quadro, para se empreender a miríade de teorias e possibilidades de análises acerca da sociedade contemporânea.


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SÉRGIO BUARQUE DE HOLANDA E A DIALÉTICA DA CORDIALIDADE

Paulo Niccoli Ramirez

Munido de amplo referencial teórico-conceitual, o livro Sérgio Buarque de Holanda e a dialética da cordialidade passa pelo conjunto da obra do autor-foco buscando a dialogia vida e obra que marca a narrativa de qualquer pensador. Paulo Niccoli Ramirez, ao proceder assim, põe em cena dilemas, contradições, aspirações da sociedade brasileira, mesmo em sua fase atual, cercada de otimismos populistas centralizadores, sinalizados pela onipresença do Estado.


Livro indisponível 

TRANSFORMAÇÕES HUMANAS

Encontros, amor ágape e resiliência

Aparecida Magali de Souza Alvarez

Transformações humanas: encontros, amor ágape e resiliência aborda o processo que possibilita o despertar da sabedoria humana. Fala de sofrimentos, quedas e de momentos de encontros transformadores – banhados em amor ágape – entre seres que se escutaram e se acompanharam na busca do sentido de suas vidas. Fala de transformações...
Soviético, sobrevivente e ex-prisioneiro do Carandiru; José, acordando para a vida e encontrando finalmente a morte; Priscila, a mulher da casa-caverna; assim como as vozes e caminhos do velho morador de rua Paulo e da professora Sílvia, plena de ágape em suas ações, introduzem-nos nas tramas deste livro, ecoam em nossas almas com suas histórias de vida traduzidas nos contos e relatos de abertura da obra, convidando-nos a passear com eles por seus mundos de dores, desesperanças, sonhos e transformações. Envolvendo-nos em seu “convite para pensar”, através de caminho inter e transdisciplinar, Aparecida Magali de Souza Alvarez nos ilumina na interpretação das nuances desse fenômeno complexo que se apresenta ao nosso olhar.
Finalista no concurso ao Prêmio Jabuti 2012


Livro indisponível 

TRAVESSIAS POÉTICAS

Poesia contemporânea

Vera Bastazin

A palavra retorna e se inscreve na página branca. Como poesia, ela também perpassa a fala dos estudiosos. É um entrecruzamento de intuições e experimentos; reflexões e críticas, tempo e espaço para o poema e para todos aqueles que leem o mundo como permanente indagação. Em outras palavras, esta publicação se propõe como espaço de travessia onde se encontram homem & poesia.
No percorrer das páginas, a pluralidade de vozes fala a poesia e sobre a poesia. A todos os leitores, deixamos a busca, o desejo de conhecer: afinal, quem são os poetas de nosso tempo? Qual o traço de suas produções? Em que medida é possível reconhecer a tradição naquilo que hoje se propõe como poesia? A contemporaneidade prescinde da palavra para realizar a poesia?
O objeto inquieto e inquietante, sagrado e maldito, palpável e efêmero se encontra espalhado pelas próximas páginas. Com ele, poema, encontra-se também a voz que se faz reflexiva, pensante, questionadora. Afinal, o tempo de poesia é a conquista para um espaço de oração ou exorcismo? O espaço de magia abre-se para o experimento de cada leitor.


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VIDAS ABANDONADAS

Crime, violência e prisão

Vania Conselheiro Sequeira

Nesta importante pesquisa, realizada em um presídio paulista durante dois anos e meio, “as histórias ouvidas tomaram a palavra”, e vamos acompanhando, através das entrevistas realizadas, algumas vidas consideradas infames: homens em sua grande maioria jovens, oriundos das periferias, negros, pobres, com baixa escolaridade e quase nenhuma qualificação profissional. Esse é o “perfil” encontrado majoritariamente nas prisões brasileiras.
Esse é o “perfil” daqueles que estão sendo exterminados diariamente em nome da segurança social, com aplausos maciços de vastos segmentos de nossa população.
Entretanto, se o poder sobre a vida se exerce cada vez mais planetariamente, a potência da vida também se faz presente. Ao trilhar os horrores do cotidiano prisional, Vania Sequeira nos aponta também – além das violências de toda ordem, do abandono, das desqualificações – o poder da vida.